Dicas para Comprar Carros Usados

Em um país onde um carro zero quilômetro não sai por menos que algumas dezenas de salários mínimos é natural que haja uma demanda muito grande por modelos usados e, portanto, mais baratos. Para não entrar em uma cilada e não ter problemas ou surpresas futuras é importante tomar algumas precauções.

Antes mesmo de ser tentado pelas opções oferecidas pelas concessionárias ou particulares, é importante pesquisar quais são os carros que ninguém quer, ou seja, aqueles modelos que são difíceis de serem revendidos. Os brasileiros preferem automóveis nas cores prata ou preto. Veículos brancos ou amarelos levantam suspeitas de terem sido usados como táxi e cores extravagantes são mais usadas pelas montadoras em lançamentos, mas têm pouco apelo no dia a dia. Já os carros que saíram de linha perdem valor muito rapidamente porque a manutenção e as peças de troca tendem a se tornar cada vez mais difíceis de encontrar.

Se possível, compre o carro usado de um amigo, afinal, quanto mais próximo for o dono, menor o risco. Se acontecer eventuais problemas, você já sabe a quem recorrer. Caso não encontre o modelo desejado dentro do universo de amigos, a segunda opção mais segura é recorrer às concessionárias.

O primeiro passo é examinar o carro usado à luz do dia, pois lugares fechados ou escuros podem dificultar a visualização de detalhes importantes da pintura. Aliás, desconfie se o carro estiver com pintura impecável ou muito encerado, pode ser que tenha sido pintado mais de uma vez. Ainda falando da lataria, deve-se observar se há bolhas, o que é sinal de ferrugem futura. Para verificar se houve reparo de amassados ou furos, dê leves batidas e procure notar se há diferença de som ou embrulhe um imã em uma flanela e o movimente. Caso ele se desprenda em algum ponto, pode indicar o uso de massa plástica.

Na parte interna do veículo, deve-se observar o aspecto geral dos estofamentos, revestimentos e comandos – como volante, faróis, limpadores de parabrisas, indicadores de direção (pisca-pisca), luzes de freio e velocímetro. O bom funcionamento desses itens é mais confiável para apontar o estado de conservação do veículo que a quilometragem presente no painel, já que há mecanismos para alterá-la. Outro detalhe que não se pode deixar escapar é olhar embaixo dos tapetes para verificar se não há manchas ou pontos de ferrugem que sinalizam problemas na vedação (borrachas dos vidros e portas) ou furos no assoalho.

Já no que se refere à parte mecânica do veículo, o aconselhável é ver a possibilidade de realizar o chamado test drive, de preferência acompanhado de um mecânico de sua confiança. Então, teste freio, embreagem, amortecedores e demais itens. Caso não seja possível o test drive, ainda assim, é imprescindível fazer as observações com o carro ligado e com o acompanhamento de um mecânico.

Fonte: despachante

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